domingo, 18 de janeiro de 2009

O Dinheiro

A Ganância, a Luxuria e a Inveja são alguns dos pecados mortais da Humanidade. Em todos eles há um factor em comum, o dinheiro. A invenção da moeda tal como a conhecemos foi de enorme importância na padronização das trocas comerciais na antiguidade e, até aos dias de hoje, banalizou-se entre os seres humanos como a principal forma de acumular riqueza. Mas qual o valor acrescentado que essa riqueza traz para cada um de nós? Será o dinheiro fonte de felicidade?
Julgo que a resposta a esta questão será diferente de pessoa para pessoa, tudo dependerá da definição de felicidade que cada um possui, mas quase todos dirão que o dinheiro ajuda a ser feliz. Uns trocam o dinheiro por viagens, outros por património, outros por cultura, e outros acumulam para as gerações futuras. Há ainda aqueles que fazem um pouco de tudo isto, ou seja, cada qual faz o que bem entende com o dinheiro que vai acumulando ao longo da vida. Mas eu arrisco-me a questionar de novo: será que são felizes?

Eu considero que há uma fronteira a partir da qual o dinheiro deixa de trazer felicidade e começa a ser uma fonte de problemas e preocupações. Essa fronteira é ultrapassada quando passamos a ser reféns do dinheiro. Nunca como hoje assistimos a tantos casos de cidadãos reféns do dinheiro, pessoas que chegam ao final do mês com os euros todos contadinhos porque, pelo caminho, aderiram à compra de um LCD em 10 prestações (sem juros!!!), de uma escapadela até às Caraíbas a pagar apenas em 6 prestações ou mesmo à compra daquela viatura que começou a utilizar em 2008 mas a pagar apenas em 2009... ups, 2009 já chegou!

Já o Dalai Lama, a propósito da questão "O que o surpreende mais na Humanidade?", afirmou: "O Ser Humano. Porque perde a sua saúde para ganhar dinheiro, e depois perde dinheiro para recuperar a saúde. E enquanto pensa ansiosamente no futuro, esquece-se do presente de tal forma que não vive nem o presente nem o futuro. E vive como se nunca fosse morrer e morre como se nunca tivesse vivido."

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