quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Frontalidade

Por vezes dou comigo a pensar na frontalidade; aliás, na falta desta. Porque será que as pessoas são tão pouco frontais, seja nas suas atitudes, seja nas suas respostas?
Essa falta de frontalidade leva a inúmeras perdas de tempo, a gastos escusados, a expectativas goradas, enfim, a um conjunto de situações perfeitamente evitaveis se os intervenientes agissem sempre com a frontalidade devida em cada situação.
Senão vejamos, imaginem-se na pele de um vendedor, de um empregado de restaurante, de um promotor, de um voluntário que se encontra a promover uma campanha de solidariedade... quantas vezes já não disseram ao vendedor que gostaram do produto sem realmente terem gostado, ao empregado de restaurante que a refeição estava boa mesmo que não vos tenha satisfeito, ao promotor que já têm aquele cartão que ele vos quer "impingir" só para não terem que dispensar uns minutos do vosso tempo, ao voluntário que estão com pressa só para terem uma desculpa para o facto de não quererem contribuir.
Será que se dissessemos ao vendedor que não tinham gostado do produto não seria preferivel e não evitaríamos alguns incómodos telefonemas na tentativa deste perceber o porquê de termos gostado mas não termos comprado? Ou por sua vez se tivessemos dito ao empregado do restaurante que a refeição não estava grande coisa na próxima vez o serviço não estaria melhor? Quanto ao promotor não poderiamos dizer educadamente que não pretendemos subscrever aquele cartão? E ao voluntário não seria mais correcto dizer que não pretendemos contribuir para aquela causa em vez de lhe estarmos a dar falsas espectativas acerca da nossa próxima passagem?
Por estas e outras razões é minha convicção que devemos ser frontais, é a melhor atitude para sermos justos e mostrarmos respeito por quem está a tentar desempenhar as suas funções da melhor forma possivel.

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