segunda-feira, 1 de novembro de 2010

O Estado da Nação

Nos dias que correm as noticias continuam à volta da crise. A dependência de Portugal relativamente ao exterior coloca-nos num cenário em que mesmo sobre nós pouco ou quase nada decidimos.

Nas últimas semanas o assunto "quente" foi o orçamento do estado para 2011. Tivemos a oportunidade de assistir ao degradante jogo de poder entre governo e oposição que, como nos vêm habituando, mais parecia que estavam a medir forças num qualquer tabuleiro de estratégia sem terem a mínima noção das nefastas consequências que as suas atitudes provocariam para aquilo que realmente interessa e o motivo pelo qual existe um governo, a população portuguesa!
Todos estes acontecimentos trazem-me à memória a célebre frase "não perguntes o que o teu país pode fazer por ti, pergunta sim o que podes tu fazer pelo teu país" proferida pelo ex-presidente norte-americano, J. F. Kennedy, brutalmente assassinado por defender um país mais democrático.

Efectivamente, chegamos a uma fase em que nem governo, nem oposição podem fazer seja o que for por nós, comuns cidadãos; uma fase em que a música que serviu de símbolo da nossa liberdade, de Zeca Afonso, faz novamente sentido pois "o povo é quem mais ordena". Se não é, deveria ser! De uma forma responsável, adulta, civilizada.

O país precisa de produzir mais, de vender mais, de exportar mais, de crescer mais. O país não vai produzir mais ao fazer uma greve geral à 4ª feira. O país vai-se atrasar mais uma semana por fazer uma greve geral à 4ª feira. A greve é um direito dos trabalhadores e como qualquer outro direito tem que ser utilizado de uma forma responsável. Novamente, não é o povo quem mais ordena mas sim os irresponsáveis líderes sindicalistas, que se juntam a um governo cansado e a uma oposição inerte.

Mas eu não estou desanimado. Sei que, enquanto todo este circo vai passando, existem portugueses, muitos, que diariamente lutam para ajudar o país a crescer, para criarem empregos, para cumprirem os seus compromissos, para colocarem Portugal na linha da frente.

Cada qual tem a responsabilidade de fazer a sua escolha pois continua a ser, efectivamente, o povo quem mais ordena!

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