sexta-feira, 12 de março de 2010

AVÔ

Cada um de nós conta com alguém como referência na sua vida, nas suas atitudes, na sua forma de ser... Seja mais ou menos famoso, todos nós temos um ídolo, alguém com quem nos identificamos e cujo percurso de vida se torna uma referência...

O meu ídolo é o meu Avô.

Infelizmente o Seu corpo já não está mais entre nós, mas o Seu espírito permanecerá eternamente. Felizmente viveu tempo suficiente para que a sua forma de ser fosse reconhecida, não apenas na hora do adeus mas durante a Sua vida.

Deixo nas seguintes palavras a homenagem merecida ao meu Avô, que declarei perante as centenas de pessoas presentes na missa do seu funeral:

"É ASSIM QUE ELE GOSTA: UMA CASA CHEIA!

TENTEI ENCONTRAR UMA PALAVRA QUE O DESCREVA MAS NÃO CONSEGUI. É IMPOSSIVEL DESCREVÊ-LO NUMA SÓ PALAVRA.

TODOS OS ADJECTIVOS QUE ME VINHAM À CABEÇA APLICAVAM-SE A ELE, MAS NENHUM ERA SUFICIENTE PARA O DESCREVER.

O AVÔ É INTELIGENTE, LUTADOR, PERSPICAZ, SONHADOR, LIDER, INTERESSADO, PREOCUPADO, PARCEIRO, OUVINTE, AJUDANTE, AMIGO, ESPECIAL, MARAVILHOSO... ENFIM, UM EXEMPLO.

A SUA GENICA, A SUA CAPACIDADE DE TRABALHO E O SEU ESPÍRITO EMPREENDEDOR DESDE CEDO SE TORNARAM FONTE DE INSPIRAÇÃO PARA O DELINEAR DO MEU PERCURSO ACADÉMICO E PROFISSIONAL.

DESDE QUE ME CONHEÇO ELE ESTEVE SEMPRE LÁ, PRONTO A AJUDAR, NEM QUE FOSSE APENAS PARA OUVIR OS MEUS DESABAFOS… SEMPRE DISPONIVEL.

FALAVAMOS SOBRE TUDO E MAIS ALGUMA COISA. POLÍTICA, NEGÓCIOS, VIAGENS, FAMÍLIA… MAS O ASSUNTO PRINCIPAL ERA A MENINA DOS SEUS OLHOS… A TDN.

AO LONGO DOS TEMPOS FOI-ME CONTANDO AS SUAS PREOCUPAÇÕES COM AS VÁRIAS EMPRESAS DO GRUPO QUE ELE FUNDOU E QUE HOJE ALIMENTAM CENTENAS DE FAMÍLIAS, MUITAS DELAS HOJE AQUI REPRESENTADAS.

NO DIA EM QUE PARTIU, HORAS ANTES, PRIVEI COM ELE POR LARGOS MINUTOS E PROMETI-LHE QUE O SEU SONHO NÃO TERIA FIM. CUMPRIREI ESSA PROMESSA.

PROMETI-LHE TAMBÉM QUE A AVÓ FICARIA EM BOAS MÃOS E SERIA SEMPRE TRATADA COM MUITO AMOR E CARINHO, TAL COMO ELE A TRATAVA.

O AVÔ ERA A UNIÃO DA FAMÍLIA. AO DOMINGO ESSA UNIÃO MATERIALIZAVA-SE COM TODOS OS FILHOS E NETOS SENTADOS À MESA DO AVÔ.

HOJE, PERANTE TODOS, PASSA-NOS O TESTEMUNHO.

OBRIGADO AVÔ! ATÉ À ETERNIDADE."

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Um dos melhores do mundo para viver

Esta segue para os profetas da desgraça:

"A revista International Living coloca Portugal na 21.ª posição da sua tabela anual de melhores países para se viver, que classifica 194 nações a partir de um conjunto de indicadores que vão do custo de vida até ao clima, passando pela cultura e entretenimento, economia, ambiente, liberdade, saúde, infra-estruturas e segurança. Em relação ao ano anterior, Portugal subiu quatro posições.

A revista voltou a classificar Portugal com 100 pontos em 100 possíveis nos itens "Liberdade" e "Risco e Segurança", subindo a nota em todos os outros excepto no "Custo de Vida" (de 59 pontos para 55) e no "Clima" (92-83). Portugal terminou com uma nota final de 73 pontos, contabilizando ainda 72 pontos em "Cultura e Entretenimento", 52 na "Economia", 74 no "Ambiente", 86 na "Saúde" e 56 na "Infra-estrutura".

Pelo quinto ano consecutivo, a França (82 pontos de média) liderou a tabela, à frente da Austrália, Suíça e Alemanha (todos com 81). Os restantes países ou territórios de expressão portuguesa aparecem nas posições 38 (Brasil), 130 (Macau), 142 (Cabo Verde), 151 (Moçambique), 158 (Guiné-Bissau) e 185 (Angola)."

Afinal o meu país é um dos melhores do mundo para viver, facto de que nunca duvidei, no entanto há quem continue a tentar dar uma imagem contrária, apenas com um único objectivo, subir ao Poder.

Estamos no topo da lista no que se refere a Liberdade e Segurança, factores fundamentais para a dignidade do cidadão e estamos bem classificados em Saúde, Ambiente e Cultura. Há ainda bastante a fazer no que respeita à Economia e ao Custo de Vida, precisamos de melhorar, é fundamental a taxa de desemprego estagnar e apoiar os empresários para que recomecem a contratar.

Em suma, temos que nos unir e debater o essencial, é a responsabilidade não apenas dos políticos mas fundamentalmente da comunicação social e de cada um de nós em particular.

Viva PORTUGAL!!!

domingo, 10 de janeiro de 2010

Marketing: desafios de futuro

Nesta entrada em 2010 tive oportunidade de conhecer o Dr. Luiz Moutinho, docente da cadeira "Novas Tendências de Marketing" do mestrado que me encontro a frequentar, no Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa (ISCTE).
Português, habitante da Escócia, académico da Universidade de Glasgow, o ritmo das suas aulas fazem-me recordar formações passadas, ministradas na Associação Nacional de Jovens Empresários (ANJE), quer pelo Dr. Pedro Pinheiro, quer pelo Dr. Moreira da Silva, em diversas áreas relacionadas com a gestão e liderança.
Todos estes formadores primaram pela diferença, não só na bagagem que trazem consigo e conseguem transmitir aos formandos mas principalmente na forma como ministram as aulas, transformando a sala num palco em que todos, sem excepção, são intervenientes activos no desenrolar das actividades.

Após dois meses a aprendermos os mais variados conceitos tradicionais acerca do marketing, eis que o Dr. Moutinho vem alargar os nossos horizontes e fazer-nos lembrar que quem manda é o consumidor e, portanto, o marketing deverá ser construído a partir da análise prática dos seus comportamentos no dia-a-dia (de fora para dentro da organização) ao invés do habitual desenvolvimento do marketing do interior para o exterior da empresa. Conceitos como Integrated Management, Affluenza, Prosumers, Hard-on-Hard, Soft-on-Soft (pão-pão, queijo-queijo), Zones of Tolerance, Neuromarketing, Marketing Immunization, C&D, entre outros, surgem como uma lufada de ar fresco para quem anda nas lides do marketing tradicional há mais de uma década.

São experiências como esta que me fazem lembrar que os tempos da licenciatura ficaram para trás e estamos num novo patamar, não só de exigência mas também de satisfação pessoal.

Agora sim, a motivação disparou!

domingo, 27 de dezembro de 2009

2009

Última semana do ano 2009!
Tempo frio lá fora, ao meu lado a lenha arde vivamente, penso no ano que agora termina. Um ano de reorganização: novos desafios lançados, novas metas atingidas, novos horizontes abertos!
Um novo continente descoberto, África, rico mas pobre, muito pobre mas extremamente rico...

Um ano não de resultados, mas sim de investimento; um ano necessário. Os dados estão lançados...

Até 2010!

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Einstein e a Crise

Uma visão que subscrevo sobre a tão falada crise. Apelo ao vosso "poliglotismo" já que o texto de Albert Einstein se encontra em castelhano:

"No pretendamos que las cosas cambien, si siempre haciemos lo mismo. La crisis es la mejor bendición que puede sucederle a personas y países, porque la crisis trae progresos. La creatividad nace de la angustia, como el día nace de la noche oscura. Es en la crisis que nace la inventiva, los descubrimientos y las grandes estrategias. Quien supera la crisis, se supera a sí mismo sin quedar 'superado'.
Quien atribuye a la crisis sus fracasos y penurias, violenta su propio talento y respeta más a los problemas que a las soluciones. La verdadera crisis, es la crisis de la incompetencia. El inconveniente de las personas y los países es la pereza para encontrar las salidas y soluciones. Sin crisis no hay desafios, sin desafios la vida es una rutina, una lenta agonía. Sin crisis no hay méritos. Es en la crisis donde aflora lo mejor de cada uno, porque sin crisis todo viento es caricia. Hablar de crisis es promoverla, y callar en la crisis es exaltar el conformismo. En vez de esto trabajemos duro. Acabemos de una vez con la única crisis amenazadora, que es la tragedia de no querer luchar por superarla."

terça-feira, 7 de abril de 2009

Cada um construirá o seu castelo!

Fernando Pessoa é um dos símbolos da cultura portuguesa. Nascido em 1888, deixou-nos corria o ano de 1935, pouco tempo depois de completar 47 anos. De facto, não é necessário ter uma longa vida para que esta se torne eterna; no seu caso, eternizada pelas palavras. Deixo-vos um excerto:

"Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, mas não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo. E que posso evitar que ela vá a falência. Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise. Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história. É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma. É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida. Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um 'não'. É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta. Pedras no caminho? Guardo todas, um dia vou construir um castelo..."

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Felicidade

Hoje ao ler o jornal OJE deparei com uma coluna escrita por Sofia Santos, sócia fundadora da Sustentare, titulada de "O que nos traz felicidade?". Remeteu-me imediatamente para um artigo que escrevi neste blog no passado dia 18 de Janeiro em que abordei o tema dinheiro vs. felicidade. Aproveito para partilhar o conteúdo do artigo de Sofia Santos:
"O conceito de crescimento económico está associado à ideia de que "mais é melhor": ter dois carros é melhor do que ter um; ter vários pares de sapatos é melhor do que ter os essenciais; ter vários telemóveis traz-me mais felicidade do que ter apenas um tipo de teclado. Será?
Este conceito de crescimento tem ignorado por completo a capacidade do planeta em regenerar os recursos naturais necessários a essa produção e a sua capacidade em "lidar" com os resíduos deixados quer pelas empresas, quer pelos consumidores, após a utilização final do bem.
Numa sociedade ocidental e com os elevados padrões de consumo que têm vindo a ser enraizados ao longo das últimas duas gerações, não faz sentido defender uma teoria económica em que se abandone o consumo. Até porque, referindo Keynes que anda tão em voga, o consumo constitui um estímulo à economia e, indirectamente à criação de emprego. Logo, em momentos de crise, não se pode pedir que deixemos de consumir por razões ambientais! Devemos antes consumir de maneira diferente e informar que o consumo pode ter consequências éticas, ambientais e sociais.
As empresas devem também ser genuínas nas suas práticas de sustentabilidade, ao disponibilizarem ao mercado produtos cuja cadeia de valor tenha respeitado os direitos do trabalhador, garantido condições de Higiene e Segurança, pago o valor justo do trabalho, utilizado energias renováveis, ou equipamentos com menor consumo, colocado os resíduos nos aterros específicos - ou, ainda melhor, que tenha conseguido valorizá-los -, ou tenha garantido a não existência de trabalho infantil, entre muitos outros requisitos que todos nós compreendemos.
Mas esquecendo todos estes jargões da inovação, sustentabilidade, criatividade e afins, vale a pena cada um de nós pensar se, de facto, consumir mais nos traz felicidade.
Se eu comprar mais uma T-Shirt cuja probabilidade de ter sido feita por uma criança que não vai à escola for elevada, na China ou em Portugal, ficarei bem com a minha consciência? Se tiver de optar entre um pacote de café de uma empresa que nada me diz em relação à forma como os agricultores foram tratados, e outra que me informa que o agricultor recebeu o valor justo do seu trabalho, não deverei eu, como cidadão, contribuir para uma ética global? O mito de que estes bens têm preços mais elevados pode ser mitigado por uma política fiscal que discrimine positivamente estes bens.
Os hábitos de consumo constituem ainda hoje (à semelhança dos anos 70) o principal obstáculo ao desenvolvimento sustentável. Em tempo de crise, aqueles que podem, têm o dever acrescido em dar o exemplo. A chamada elite tem o dever acrescido de praticar o seu dever de cidadania."